quarta-feira, 29 de junho de 2011

Trabalho Acadêmico

Ai, que sono!
Ponho Pink Floyd pra tocar,
Trago a água gelada pra beber,
Trago umas pastilhas para enrolar,
Sacudo a cabeça,
Preciso acordar.
Tenho muito a ler,
Tenho muito a escrever,
E meu prazo acaba
     Amanhã

Pablo de Araújo Gomes, 29 de junho de 2011

sábado, 25 de junho de 2011

Verso Errante

Escrevo meu verso
Em tributo à arte
Escrevo meu verso
Tributário ao amor
Escrevo meu verso
Pensando em política
Escrevo meu verso
Pensando em alguém
Escrevo meu verso
No transbordar de um sentimento

Escrevo cada verso
Esperando que o leiam
Escrevo cada verso
Crendo que não o lerá
A pessoa em que busquei inspiração

Escrevo o verso
Se não gosto, reescrevo
Escrevo o meu verso
Se não gostar...
Não importa!
Publico-o porque é verso!
Publico-o porque é arte!
Goste ou não, é arte
E publico
O meu Verso Errante!

Pablo de Araújo Gomes, 25 de junho de 2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

Perder sem ter

Perder sem ter
Não é tão abstrato,
É físico e até palpável.
Se bate forte onde é sensível,
Dói, e dói demasiado

Perder sem ter
Não é algo impossível.
Acontece, e me aconteceu
Eu quis seu coração
E minha chance se perdeu

Perder sem ter
Não é deixar de ganhar.
Você jamais me quis como a quero
Tê-la para mim jamais passou de uma quimera
Porém, perdê-la, agora, é a pior das quedas

Perder sem ter
Não tem explicação fácil.
Quando não tinha a pretensão de ter,
Não era assombrado pelo receio de perder.
Hoje, recuso-me a perder o que jamais tive.

Pablo de Araújo Gomes, 07 de junho de 2011

terça-feira, 31 de maio de 2011

A Lenda da Amiga Agridoce

Reza a lenda que havia uma garota
Assim-assim, muito calada e sempre tímida
Falava pouco ou quase nada, é o que diziam...
Andava sempre sob a mesma companhia
E sempre parecia ouvir mais que falar
Lembram-se vê-las conversando interessadas
Algum assunto que as fazia motivadas.

Garanto, hoje, que conheço essa garota,
Ainda que pareça, não é ela tão calada.
Recorre sempre a comentários tão mordazes
Com um humor ácido que é capaz de dar inveja.
Impressionante, como ela te cativa
A cada dia com sua doce alegria!

Pablo de Araújo Gomes, 31 de maio de 2011

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Quase-soneto para ti

Ah, o teu sorrir
Espontâneo como o fazes
Espontâneo como só tu sabes

Diverte-me tua cara de "não teve graça",
Os comentários que não deixas de fazer
Depois de rir

A tua conversa é tão animada
Até quando te queixas de minha alegria
Tens um ar tão divertido quando és provocada
Que quase preciso provocar-te, só para ver

E teu olhar tão distante mata-me de inveja
Não de ti, mas do além, para onde às vezes tanto olhas
Eu bem queria que me olhasses mais, mas temo
Talvez não me visses como quero agora


Pablo de Araújo Gomes, 25 de maio de 2011