quarta-feira, 21 de março de 2012

Bom Dia!

Doces, róseos lábios,
De úmida maciez,
Tocam-me o pescoço
E eriçam cada fio em minha pele

Sinto quente a respiração
Que me tira o ar
E o cheiro matutino
Da dama que vem me acordar

Como corre o salão
Um casal de bailarinos
Deslizam em minhas costas
Os cabelos compridos

Eu de bruços, semiacordado,
E ela, então, em mim deitada,
Lépida, linda, aconchegante,
Com um sorriso inebriante
Seu corpo quente
Me recobre até a alma
Seu peso me desperta,
Viro-me, dou-lhe um beijo,
E trocamos um intenso e mútuo desejo
De Bom Dia!

Pablo de Araújo Gomes, 20 de março de 2012

domingo, 3 de julho de 2011

Renascer

O que renova os juramentos,
O que recria as crenças
O que permite, após as trevas,
Ressugir o sol ardente e claro
Em meio à tempestade, não desiste

O que não pára de sonhar,
O que não pára de viver,
Se permite, hoje e sempre,
Renascer

Pablo de Araújo Gomes, 03 de julho de 2011

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Trabalho Acadêmico

Ai, que sono!
Ponho Pink Floyd pra tocar,
Trago a água gelada pra beber,
Trago umas pastilhas para enrolar,
Sacudo a cabeça,
Preciso acordar.
Tenho muito a ler,
Tenho muito a escrever,
E meu prazo acaba
     Amanhã

Pablo de Araújo Gomes, 29 de junho de 2011

sábado, 25 de junho de 2011

Verso Errante

Escrevo meu verso
Em tributo à arte
Escrevo meu verso
Tributário ao amor
Escrevo meu verso
Pensando em política
Escrevo meu verso
Pensando em alguém
Escrevo meu verso
No transbordar de um sentimento

Escrevo cada verso
Esperando que o leiam
Escrevo cada verso
Crendo que não o lerá
A pessoa em que busquei inspiração

Escrevo o verso
Se não gosto, reescrevo
Escrevo o meu verso
Se não gostar...
Não importa!
Publico-o porque é verso!
Publico-o porque é arte!
Goste ou não, é arte
E publico
O meu Verso Errante!

Pablo de Araújo Gomes, 25 de junho de 2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

Perder sem ter

Perder sem ter
Não é tão abstrato,
É físico e até palpável.
Se bate forte onde é sensível,
Dói, e dói demasiado

Perder sem ter
Não é algo impossível.
Acontece, e me aconteceu
Eu quis seu coração
E minha chance se perdeu

Perder sem ter
Não é deixar de ganhar.
Você jamais me quis como a quero
Tê-la para mim jamais passou de uma quimera
Porém, perdê-la, agora, é a pior das quedas

Perder sem ter
Não tem explicação fácil.
Quando não tinha a pretensão de ter,
Não era assombrado pelo receio de perder.
Hoje, recuso-me a perder o que jamais tive.

Pablo de Araújo Gomes, 07 de junho de 2011