sexta-feira, 27 de maio de 2011

Quase-soneto para ti

Ah, o teu sorrir
Espontâneo como o fazes
Espontâneo como só tu sabes

Diverte-me tua cara de "não teve graça",
Os comentários que não deixas de fazer
Depois de rir

A tua conversa é tão animada
Até quando te queixas de minha alegria
Tens um ar tão divertido quando és provocada
Que quase preciso provocar-te, só para ver

E teu olhar tão distante mata-me de inveja
Não de ti, mas do além, para onde às vezes tanto olhas
Eu bem queria que me olhasses mais, mas temo
Talvez não me visses como quero agora


Pablo de Araújo Gomes, 25 de maio de 2011