domingo, 3 de julho de 2011

Renascer

O que renova os juramentos,
O que recria as crenças
O que permite, após as trevas,
Ressugir o sol ardente e claro
Em meio à tempestade, não desiste

O que não pára de sonhar,
O que não pára de viver,
Se permite, hoje e sempre,
Renascer

Pablo de Araújo Gomes, 03 de julho de 2011

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Trabalho Acadêmico

Ai, que sono!
Ponho Pink Floyd pra tocar,
Trago a água gelada pra beber,
Trago umas pastilhas para enrolar,
Sacudo a cabeça,
Preciso acordar.
Tenho muito a ler,
Tenho muito a escrever,
E meu prazo acaba
     Amanhã

Pablo de Araújo Gomes, 29 de junho de 2011

sábado, 25 de junho de 2011

Verso Errante

Escrevo meu verso
Em tributo à arte
Escrevo meu verso
Tributário ao amor
Escrevo meu verso
Pensando em política
Escrevo meu verso
Pensando em alguém
Escrevo meu verso
No transbordar de um sentimento

Escrevo cada verso
Esperando que o leiam
Escrevo cada verso
Crendo que não o lerá
A pessoa em que busquei inspiração

Escrevo o verso
Se não gosto, reescrevo
Escrevo o meu verso
Se não gostar...
Não importa!
Publico-o porque é verso!
Publico-o porque é arte!
Goste ou não, é arte
E publico
O meu Verso Errante!

Pablo de Araújo Gomes, 25 de junho de 2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

Perder sem ter

Perder sem ter
Não é tão abstrato,
É físico e até palpável.
Se bate forte onde é sensível,
Dói, e dói demasiado

Perder sem ter
Não é algo impossível.
Acontece, e me aconteceu
Eu quis seu coração
E minha chance se perdeu

Perder sem ter
Não é deixar de ganhar.
Você jamais me quis como a quero
Tê-la para mim jamais passou de uma quimera
Porém, perdê-la, agora, é a pior das quedas

Perder sem ter
Não tem explicação fácil.
Quando não tinha a pretensão de ter,
Não era assombrado pelo receio de perder.
Hoje, recuso-me a perder o que jamais tive.

Pablo de Araújo Gomes, 07 de junho de 2011

terça-feira, 31 de maio de 2011

A Lenda da Amiga Agridoce

Reza a lenda que havia uma garota
Assim-assim, muito calada e sempre tímida
Falava pouco ou quase nada, é o que diziam...
Andava sempre sob a mesma companhia
E sempre parecia ouvir mais que falar
Lembram-se vê-las conversando interessadas
Algum assunto que as fazia motivadas.

Garanto, hoje, que conheço essa garota,
Ainda que pareça, não é ela tão calada.
Recorre sempre a comentários tão mordazes
Com um humor ácido que é capaz de dar inveja.
Impressionante, como ela te cativa
A cada dia com sua doce alegria!

Pablo de Araújo Gomes, 31 de maio de 2011

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Quase-soneto para ti

Ah, o teu sorrir
Espontâneo como o fazes
Espontâneo como só tu sabes

Diverte-me tua cara de "não teve graça",
Os comentários que não deixas de fazer
Depois de rir

A tua conversa é tão animada
Até quando te queixas de minha alegria
Tens um ar tão divertido quando és provocada
Que quase preciso provocar-te, só para ver

E teu olhar tão distante mata-me de inveja
Não de ti, mas do além, para onde às vezes tanto olhas
Eu bem queria que me olhasses mais, mas temo
Talvez não me visses como quero agora


Pablo de Araújo Gomes, 25 de maio de 2011

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Querer Sem Reservas

Quero você
Não quero querer ninguém

Gosto de você
Não quero gostar de ninguém

Mas gosto de querer você
E gosto de gostar de você

Quero você
Quero ter você

Quero querer gostar de você
Quero que você me queira como a quero

Quero que me goste como gosto de gostar-te
Quero que goste de me querer

Quero que me queira querer como quero que me queira
Quero que goste de querer me querer

Quero que goste de gostar de me querer
Quero que goste de querer gostar de mim

Quero querer-te sem reservas,
Diz-me que sim?

Pablo de Araújo Gomes, 23 de maio de 2011

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Autoconvencimento

Preciso me convencer de que está tudo bem
“Pablo, você está muito bem”
“Que bom, porque não me sinto assim...”
É... acho que não estou colaborando.

Mas quem se pode auto convencer
Da inverdade que conhece bem,
Se a verdade manifesta subjaz em si
E emerge a cada olhar para dentro?

Tentei, em vão, não olhar para mim,
Ignorar-me por completo,
E convencer-me de que está tudo ok

Mas deste esforço vão
Somente uma conclusão tirei
Agora, nem mesmo eu olho para mim.

Pablo de Araújo Gomes, 19/05/2011

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Viva

Desculpe se eu digo algo desagradável,
Mas a verdade é que eu não quero,
Não posso mais querer
Sonhos românticos e compromissos
Não posso mais querê-los

Eu sei que soa estranho,
Sempre fui um romântico do tipo inveterado,
Sei que estou sempre apaixonado
E que o amor é meu maior ofício
Mas não posso mais querê-lo
Não tenho tempo pro amor
E não vou abrir uma exceção

Não, não parece nada bom,
Também não gosto nada disso
Sei que soa egoísta, o que em mim não é algo típico
Não é o sonho da minha vida,
Nem vai durar pra todo o sempre
Mas não espere por mim, não aconselho
Não sei quando vai mudar - dia, ano, ou mesmo décadas
Não espere a minha volta:
Vá, sonhe, siga em frente, e viva.

Pablo de Araújo Gomes, 18/04/2011

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Anymore

I want you now
In my Arms, over my bed
I want you ever
Even in my heart, deep in my soul
I want have you under my skin
In my veins, my muscle,
I want you playing, happily
Behind my ears, between my legs
Taking your pleasure in making my whispers
I want you smiling
When hearing my voice
I want to see your surprised big black eyes
I want you forever close to me.
But, anyway,
I'd like, definetively,
do not to want anything about you
Anymore.

Pablo de Araújo Gomes, 31 de março de 2011