quinta-feira, 4 de março de 2010

REINÍCIO DE TUDO

O cobre que em voltas emoldura,
Com delongadas mechas,
A beleza juvenil de teu sorriso raro,
Recobre as sardas de teu busto sedutor

O vívido brilho de teus olhos,
Certos e claros em cada olhar,
Acorda um doce sentimento,
Regala os olhos de quem vê

Dar-me-ias o prazer
De emaranhar-me em teu cobre?
Perder-me-ia em teus lábios
E na palidez que circunda
Os teus lascivos olhos distantes
Até poder diluir-me em teu prazer

E, quando não restasse de mim vestígio algum,
Tua magnitude divina explodiria
No orgástico poder absorvente
Do pazer único que implodirá o universo
E daria lugar ao reinício de tudo.

Pablo de Araújo Gomes, março de 2010