quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Canção da Solidão Desiludida

Solidão,
Palavra quase doce de tão amarga
A dor de um cão
Sem glória, sem matilha,
Tão sem graça
Dispensável, sem proveito,
Um homem sem amor,
Uma cidade sem prefeito
Desgovernado coração,
Uma oração sem sujeito
Numa ação tão insuspeita
Um amor, perfeito!

Mas a mocinha morre no final
Só assim o romance será sempre o ideal...

Pablo de Araújo Gomes, 05 de novembro de 2009