sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Nossa Doce Harmonia

Quando os meus dedos escorrerem do teu rosto
Como a água cálida de teu banho
E encontrarem teu busto rubro e ardente
Lembro que sentirei tua mão gelada sentir-me, tépido, pulsante
O teu hálito fresco me sussurrará alguma coisa qualquer
Que serei incapaz de compreender, em meu torpor
Mas juro que sentirei o arfar de teu peito
E o ar quente e ritmado crescentemente dardejado
Tomarás, como teu que é, o que lateja em teu nome
E ensinarás o caminho de teu prazer e meu delírio
Entre fluidos, suores, sabores e o brando roçar
O calor intenso de nossas almas transcenderá
E transbordará, num êxtase eterno e profundo,
A seiva fecunda, pelos segundos inesquecíveis
Que encerram nossa doce harmonia

Pablo de Araújo Gomes, 06 de novembro de 2009