terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Abismos

Se cresce a distância entre nós dois,
Abismo abre-se em meu peito
Urge mais, a cada metro, a necessidade
Dos olhos cansados de procurar
A felicidade de um olhar,
Das carnes ansiosas por um encontro,
E o coração, mais carente a cada dia,
Sente o desejo de se acalentar

Desejos alimentam a imaginação,
Emoções inesperadas atacam o coração

Vão que se abre sob os meus pés,
O silêncio de não ouvir os teus olhos eloqüentes
Cede espaço para uma queda que não parece ter fim...
Ê, saudades que não acabam mais!

Pablo de Araújo Gomes, 25 de janeiro de 2010